São Paulo, 03 de Outubro de 2003

 

 

Credenciamento dos Criadouros de Avestruz

 

MAPA e AEPE se reúnem para viabilizar a padronização das ações técnicas visando atender a Instrução Normativa nº 02

 

 

Em reunião realizada no dia 03 de Setembro de 2003, às 14:00 h , no auditório da Delegacia Federal da Agricultura de São Paulo, foi discutida a padronização das ações técnicas visando atender a Instrução Normativa Conjunta nº 02, de 21 de de Fevereiro de 2003, que aprovou o requerimento técnico para registro, fiscalização e controle sanitário dos estabelecimentos de incubação, de criação e alojamento de ratitas.

 

Na referida reunião o Sr. Odemilson Donizete Mossero, Chefe do Serviço de Sanidade Animal (SSA), comentou sobre a importância da normativa ser divulgada pelas associações do segmento estrutiocultor, no sentido de informar e esclarecer os criadores de avestruz sobre a I.N. nº 02, uma vez que a SSA irá por obrigação da mesma, começar a aplicar as multas previstas para os estabelecimentos não autorizados pelo MAPA.

 

A Sra. Laura Alice, do Serviço de Fiscalização e Fomento da Produção Animal (SFFA), afirmou que a grande maioria dos criadores de avestruz estão irregular, e que este fato irá inviabilizar a comercialização das aves, pois a Guia de Trânsito Animal (GTA), expedida pelos Escritórios de Defesa Animal (EDA), serão fornecidas apenas para os criadores habilitados.

 

A Sra. Geni, também da SFFA, salientou que os criadores devem se cadastrar na EDA de sua região, bem como, se credenciar na SFFA/DFA/SP, comentando que apenas o protocolo de entrada dos documentos não autoriza o criatório a ter o GTA.

 

A Sra. Valéria, responsável pela Produção Animal da SFFA, comentou que outro problema, com relação à habilitação dos criatórios de avestruz, é o de que os pedidos vêem em sua grande maioria faltando documentos, ou com alguns itens incompletos, o que acaba por tornar moroso o trâmite de legalização do estabelecimento. A Sra. Valéria, foi enfática em afirmar que as pendências encontradas nos processos são reportadas para os interessados, no entanto, não ocorre em sua maioria o retorno dos mesmos, ficando o processo parado por falta de comprometimento do próprio criador.

 

Segundo a Sra. Laura Alice, a principal causa das pendências está no item Memorial Descritivo e na Planta que deve ser entregue, uma vez que em sua maioria, ambos são entregues de maneira muito simplista, sem o detalhamento técnico necessário.

 

O Sr. Luis Robson Muniz, presidente da Associação dos Empreendedores Paulistas da Estrutiocultura (AEPE), comentou que assumiria o responsabilidade de divulgar amplamente aos agroempreendedores, sobre a importância  do cadastro na EDA e credenciamento na SFFA, se comprometendo inclusive a passar uma relação dos criadores de avestruzes do Estado de São Paulo, com o intuito de auxiliar o trabalho dos fiscais da SFFA. O Sr. Luis Robson Muniz propôs ainda, a possibilidade da AEPE atuar como captadora dos processos, onde a mesma, faria uma verificação prévia para analisar se os documentos estariam devidamente  em conformidade com os pré requisitos do MAPA.

 

A proposta foi recebida amistosamente  tanto pela SSA como pela SFFA, que ficaram de dar um parecer a posteriori sobre a aceitação da mesma.

 

As entidades envolvidas se mostraram dispostas a realizar uma nova reunião em data posterior a ser previamente combinada, com a finalidade de analisar o andamento dos trabalhos demandados nesta ocasião